Lançado em março de 2025 pelo estúdio indie Lioncode Games, Wildkeepers Rising une a adrenalina dos bullet heavens à estratégia de colecionar criaturas.

Ambientado em Glenhaven, um mundo fantástico ameaçado por uma corrupção mágica, o jogo coloca o jogador na pele de um Guardião encarregado de domar seres místicos e recuperar o equilíbrio do reino.

Jogabilidade

O coração de Wildkeepers Rising está na relação entre ação frenética e planejamento estratégico. O jogador domina criaturas mágicas, os Guardiões, cada uma com habilidades únicas: curadores, tanques, dano em área ou suporte. A sinergia entre elas é essencial para sobreviver, especialmente em fases avançadas, onde a tela fica tomada por inimigos.

O combate segue a fórmula clássica dos bullet heavens: movimentação ágil, esquiva de projéteis e upgrades temporários durante as partidas. O diferencial está nos Guardiões, que adicionam camadas de estratégia. Por exemplo, combinar um espírito curandeiro com uma fera de ataque cria zonas de sobrevivência e destruição simultâneas. Entretanto, a falta de explicações claras sobre certas mecânicas — como o sistema de “Combo Power” — pode confundir jogadores iniciantes.

A progressão entre partidas inclui desbloquear novos Guardiões e melhorias permanentes, mas a árvore de habilidades acaba sofrendo de galhos genéricos com upgrades pouco impactantes (como “+2% de velocidade”). A repetição de objetivos em fases longas (20 minutos ou mais) também pode ser apontada como um ponto fraco.

Wildkeepers Rising
Reprodução/Lioncode Games

Arte e Som

Visualmente, o jogo é uma carta de amor ao hand-drawn. Os cenários lembram ilustrações de livros de fantasia, com tons vibrantes e detalhes caprichados, enquanto os Guardiões variam de criaturas fofas a seres místicos imponentes, inspirados em ícones como Akira Toriyama.

Na trilha sonora, melodias épicas e dinâmicas complementam o ritmo acelerado, evocando clássicos de JRPG. Já os efeitos sonoros são mais discretos: habilidades e ataques têm sons funcionais, mas sem o impacto memorável de concorrentes do gênero.

Wildkeepers Rising
Reprodução/Lioncode Games

Veredito

Em sua versão atual, Wildkeepers Rising oferece três ambientes, 24 Guardiões e três chefes, garantindo cerca de 6 a 10 horas de conteúdo. A variedade de combinações entre criaturas e builds é seu maior trunfo, prometendo rejogabilidade para quem gosta de experimentar estratégias.

Apesar de estar em Early Access, o título também já conta com uma narrativa simples, mas presente — uma raridade no gênero. Cutscenes e diálogos esparsos contextualizam a jornada, oferecendo um propósito além da pura sobrevivência. Não é uma história profunda, mas cumpre o papel de dar alma ao caos dos combates.

No entanto, a experiência ainda carece de polimento: eventos secundários são raros, a interface é confusa em resoluções ultrawide, e freezes esporádicos atrapalham a imersão. Também existe a necessidade de ajustes nos controles, como o dash pouco responsivo.

Para quem curte experimentar títulos em construção, Wildkeepers Rising vale o investimento. Já jogadores que buscam uma experiência completa podem preferir aguardar atualizações.

Wildkeepers Rising
Reprodução/Lioncode Games

Wildkeepers Rising já está disponível para PC via Steam.

*Chave para PC para análise fornecida por Lioncode Games

REVER GERAL
Enredo
Direção
Trilha Sonora
Jogabilidade
Design
Matheus
Fã de Yu-Gi-Oh!, Drakengard/NieR e Tomb Raider. Nas horas vagas, analista de Relações Internacionais e professor de inglês.
critica-wildkeepers-rising-mistura-caos-e-estrategiaMesmo estando em Early Access, Wildkeepers Rising já conta com uma narrativa simples, mas presente, além de uma gameplay que entrega variedade de combinações entre criaturas e builds, prometendo rejogabilidade para quem gosta de experimentar estratégias. No entanto, a experiência ainda carece de polimento, incluindo a interface é confusa em resoluções ultrawide e freezes esporádicos.